MTC vs MO

Diferenças e semelhanças entre a Medicina Tradicional Chinesa (MTO) e a Medicina Ocidental (MO)

Para a Medicina Ocidental, compreender uma doença significa descobrir uma entidade distinta e separada do paciente. Para a Medicina Tradicional Chinesa, compreender uma doença significa perceber uma relação entre todos os sinais e sintomas do paciente no contexto da sua vida. Vejamos um exemplo: na Medicina Ocidental há uma doença chamada cefaleia e medicamentos para a tratar. Na Medicina Tradicional Chinesa, a cefaleia não existe no abstrato e portanto não há medicamentos para a cefaleia. Existe sim a cefaleia concreta: a do paciente A, do paciente B, etc… Cada uma resultante de um desequilíbrio específico de cada um dos pacientes e que se relaciona com a sua história de vida, idade, constituição fisica, alimentação, hábitos de vida, etc… Logo, o tratamento da cefaleia do paciente A pode ser muito diferente do do paciente B, tanto na escolha dos pontos de acupunctura, como nas recomendações de nutrição ou de fitoterapia (medicamentos chineses).

Além disso, a remoção dos sintomas não é considerada uma cura, pois eles podem voltar a aparecer. Só é considerada uma cura se se resolver o desiquilíbrio de base que é a causa de todos os sintomas.

Podemos dizer que para a Medicina Tradicional Chinesa não há doenças, só doentes.

Estas diferenças de conceção do Homem e do tratamento da doença não significam que uma medicina esteja certa e a outra errada, significam apenas que são abordagens diferentes baseadas em sistemas e assunções diferentes.

De uma maneira geral, a Medicina Ociental é ótima e recomenda-se para situações agudas e traumas em que a vida está em risco. A Medicina Tradicional Chinesa funciona muito bem em doenças crónicas e na prevenção e manutenção da saúde, porque entra sempre em linha de conta com o papel que o nosso estilo de vida e a nossa psique desempenham nas mudanças energéticas que podem evoluir para a doença.

Como diz um provérbio chinês “Não esperes pelo dia em que tens sede para cavar o poço“.